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Corpo, mente e espírito

6 bons motivos para ter um peso saudável

19/02/18 - Escrito por: ines

Não são necessárias estatísticas para sabermos que há uma epidemia de obesidade em nosso mundo ocidental. Basta observar os passantes numa praia, rua ou shopping center. Hoje mais pessoas morrem em consequência de excesso de peso do que da falta dele. É um fenômeno recente, já que até há poucas gerações atrás nossos ancestrais sofriam constantes ameaças de passar fome. Não tinham geladeiras ou freezers para conservar alimentos, não havia meios de comunicação e transporte rápidos que permitiam trazer alimentos de outras partes do mundo quando havia uma quebra de safra, nem haviam os montes de conservantes químicos para preservar os alimentos por mais tempo, já que não havia indústria alimentícia.

A obesidade não é uma questão só estética. Obesos são muitas vezes discriminados, embora talvez deixem de sê-lo no dia que quase todos forem obesos e assim passe a ser o novo normal. Obesidade é também uma ameaça à sáude, pois pode levar a inúmeras doenças crônicas e à morte prematura. O sobrepeso pode ser visto como um sintoma de  que a saúde está ameaçada. Há algumas pessoas com sobrepeso saudáveis, porém são uma minoria  (6%). Fala-se hoje de diabesidade, ou seja, diabetes + obesidade, já que boa parte dos obesos já tem ou tendem a desenvolver diabetes tipo 2.

O que é um peso saudável

Existem diversas formas de calcular ou estabelecer o peso normal de uma pessoa, das quais nenhuma é considerada totalmente segura para prever o risco de doenças. Ou seja, trata-se de guias aproximados ou um ponto de partida, mas jamais de um diagnóstico definitivo.

A medida mais conhecida é o índice de massa corporal (IMC), adotado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Ele é calculado pela seguinte fórmula, válida para pessoas de origem caucasiana:

IMC = peso (em kg) / (altura em m)², ou seja, uma pessoa que pesa 65kg e tem 1,75m de altura terá IMC de 65 / 1,75*1,75  = 65 / 3,062  =  21,22, que é considerado normal, pois está dentro de faixa de 18,5 a 24,9. Abaixo de 18,5 é considerado baixo demais, e acima de 25 é sobrepeso ou obesidade. Veja mais em https://www.tuasaude.com/imc/

Também a proporção entre a medida do quadril e da cintura é usada para definir se uma pessoa está acima do peso. A proporção ideal estabelecida pela Organização Mundial da Saúde é de 0,85 para mulheres e 0,9 para homens. Ou seja, divide-se a medida do quadril pela medida da cintura para chegar a esta proporção. Este método não funciona para obesos com IMC acima de 35 nem para idosos ou crianças.

Outro parâmetro é a medida da cintura. Em pessoas de origem européia, a cintura de homens não deveria passar dos 94cm e a das mulheres de 80cm. Nos de origem hispânica ou asiática, a cintura masculina ideal não deveria passar dos 90cm, e feminina de 80cm. Estas medidas são usadas nos EUA e Canadá, mas no Brasil são um pouco mais flexíveis: 88cm para mulheres e 102 para homens.

Porque fugir da obesidade

A grande maioria das pessoas tende a ganhar peso com o avanço da idade, em diferentes velocidades. Isto acontece por diversos motivos: mudanças hormonais (meno e andropausa), maior sedentarismo (que provoca a perda de massa muscular e a substituição desta por tecido adiposo) e a presença de inflamação sistêmica e estresse oxidativo que vão se acumulando com o passar do tempo (o que não significa que jovens não sofram destes males). Com isto, a perda de peso também vai ficando mais difícil, apesar de ser sempre possível.

Um peso saudável não é garantia de saúde, já que alguns magros sofrem das mesmas doenças de que os obesos sofrem. Vale a pena controlar o peso por diversos motivos:

  1. Como já diz o nome diabesidade, quem tem sobrepeso tem maior chance de desenvolver o diabetes tipo 2. Este não significa somente excesso de açucar/glicose no sangue – que é um sintoma – mas sim que o corpo está inflamado. A inflamação é de baixo grau e crônica, o que faz o sistema imunológico estar permanentemente ativado, o que não é normal. Não se sabe ainda com certeza o que vem primeiro, se é a inflamação ou a obesidade. Mas uma vez instalados, um alimenta o outro, num círculo vicioso. Além disto excesso de glicose no sangue causa a glicação, um processo em que uma molécula de glicose se liga a uma proteína ou gordura. Isto leva à formação de produtos finais da glicação avançada (AGEs em inglês), que são inflamatórios e envelhecem precocemente o organismo. E o que causa inflamação? É o nosso estilo de vida moderno, com sua comida ultraprocessada, cheia de aditivos químicos que nos intoxicam e prejudicam a digestão; o estresse crônico, a falta de sono ou um sono de má qualidade,  o sedentarismo, a ansiedade, a poluição ambiental.
  2. A diabesidade também causa oxidação do organismo através da formação de radicais livres, que são moléculas instáveis, pois falta-lhes um elétron. Os radicais livres danificam as células e assim afetam negativamente o funcionamento de tecidos e órgãos.
  3. O excesso de peso é igualmente associado à síndrome metabólica, que é um conjunto de sintomas que a caracterizam: pressão sanguínea elevada (maior que 130 X 85), medida da cintura maior que 88 em mulheres e 102 em homens, HDL (o colesterol “bom”) menor que 40mg/dl em homens e 50mg/dl em mulheres, triglicérides de valor maior que 150mg/dl e glicemia em jejum maior que 110mg/dl ou diabetes já instalado. A síndrome metabólica aumenta o risco de se contrair doenças cardio-vasculares (infarto, AVC, aterosclerose, etc.) e outras mais.
  4. É impossível ter muita energia quando se é obeso, isto porque o processo inflamatório e o aumento da oxidação ligados à obesidade podem levar à disfunção e morte das mitocôndrias, que são as “usinas” de energia localizadas em cada célula do organismo. Com menos mitocôndrias, o organismo produz menos energia.
  5. O excesso de peso costuma minar a auto-estima (não corresponde ao padrão estético vigente) e levar a sentimentos de culpa (falta de força de vontade para comer menos). Estes sentimentos negativos provocam estresse, que por sua vez contribui para o desenvolvimento do diabetes, que dificulta mais ainda a perda de peso. Aí se forma o perfeito círculo vicioso.
  6. Quanto mais peso uma pessoa tiver, mais forçará seu aparelho locomotor, ou seja, ligamentos, tendões, etc. que tendem a se desgastar precocemente.

Como evitar a obesidade

Se você está muito acima do seu peso normal, procure ajuda de um profissional qualificado para assessorá-lo na perda de peso. Como regra geral vale: perca peso devagar para não desacelerar seu metabolismo. Com isto poderá que comer cada vez menos para satisfazer um organismo funcionando em marcha lenta.

Concentre-se na qualidade da comida, mais do que na quantidade. Prefira a alimentos frescos, orgânicos, integrais, de 1 ingrediente só, sem agrotóxicos ou aditivos alimentares que nos intoxicam. Dê prioridade aos vegetais, que tem poucas calorias e muitos nutrientes. Evite farinha de trigo e açúcar brancos (refinados) e tudo que os contenha. Isto significa a maior parte dos alimentos e bebidas industrializados que se encontra nos supermercado. Fuja das gorduras super refinadas, como os óleos de milho, girassol, soja, etc. e das margarinas, que é pura gordura trans.

Procure também controlar o estresse, pois ele contribui para o aumento de peso. Aprenda a relaxar, a meditar, a fazer coisas de que gosta. Veja as situações de outras perspectivas, e verá que nada é tão grave quanto parece. O estresse acontece quando o mundo à nossa volta não corresponde às nossas expectativas. Então mude-as, pois o mundo é que não vai mudar.

Movimente-se mais, procure não sentar mais do que algumas horas por dia. Nosso organismo foi feito para se mexer, então fica doente quando está parado demais.

Conscientize-se sobre as toxinas que estão em todos lugares e procure evitá-las, na medida do possível. Toxinas que se acumulam no organismo desequilibram hormônios e neurotransmissores, que são os mensageiros do organismo, e assim causam doenças e síndromes.

Estilo de vida saudável

Nosso estilo de vida moderno, com todos os seus confortos, está minando a nossa saúde. Porém, podemos mudar isto. Pelo menos em boa parte, optando por aquilo que nos faz bem, mesmo que não esteja na moda ou não seja o mais cômodo nem o mais fácil. Já que somos fruto de nossas decisões, então por que não tomar as melhores decisões? Por que não criar saúde com boas decisões em vez de deteriorá-la com decisões ruins?

Caso tenha dúvidas ou queira comentar, por favor use o espaço abaixo.

Fontes:

chriskresser.com/the-autoimmune-inflammatory-model-of-diabesity/

chriskresser.com/how-inflammation-makes-you-fat-and-diabetic-and-vice-versa/

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