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Corpo, mente e espírito

Seu estilo de vida é saudável?

03/07/17 - Escrito por: ines

Estilo de vida, conforme a Wikipedia, é a forma pela qual uma pessoa vivencia o mundo, e, em decorrência, se comporta e faz escolhas. Ele pode se manifestar como um determinado padrão de consumo, certas rotinas, hábitos adquiridos, preferências, etc. Num sentido mais amplo, é como cada pessoa é influenciada por e lida com o meio ambiente e as pessoas que a cercam. Logo, o estilo de vida de cada um não é algo imposto, mas algo que podemos, em grande parte, controlar, para o bem ou para o mal, uma vez que as decisões que tomamos diariamente determinam quem somos e como nos sentimos.

No contexto deste site, estilo de vida engloba os diversos aspectos que mais impactam nossa saúde e bem-estar: alimentação, atividade física, sono, estresse, toxinas, emoções, vida social, espiritualidade, etc.  A saúde é vista como um estado natural, já que nosso organismo nasce saudável na maioria dos casos e tem a capacidade inata de se auto curar desde que lhe tiremos as pedras do caminho – as maiores, pois as pequenas ele consegue administrar sozinho.

Assim, a ideia é adotar um estilo de vida que não dificulte, e sim favoreça a nossa saúde. Isto significa ter uma alimentação limpa (sem agrotóxicos nem aditivos alimentares), verdadeira (comida industrializada enche barriga mas não alimenta) e densa em nutrientes, praticar alguma atividade física (sem exageros), cultivar noites bem dormidas, aprender a eliminar o estresse ou lidar com ele quando não for possível eliminá-lo, ter relacionamentos que satisfaçam, nutrir sentimentos positivos, encontrar sua razão de ser.

O ambiente que nos cerca

Não aprendemos na escola como cuidar da saúde e de nós mesmos, e também as avós que sempre tinham alguma erva ou receita caseira para melhorar nossas indisposições estão entrando em extinção. A indústria farmacêutica nos vende a idéia que, mesmo que abusemos da saúde, tem sempre alguma pílula para curar cada um dos males que nos afligem e a indústria alimentícia nos oferece soluções rápidas e sempre disponíveis para saciar a fome, deixando-nos mais tempo para as muitas atividades que nos chamam. Como seres sociais podemos nos comunicar por celular ou mídias sociais com muita gente, mesmo com os filhos no cômodo ao lado ou familiares que estão longe, existem milhares de opções de carreiras, consumo, lazer e viagens para nos proporcionar momentos de felicidade e realização pessoal, temos terapeutas de todos os tipos, já que as dicas dos mais velhos e experientes não dão mais ibope. Se levamos hoje uma vida bem mais confortável, segura e cheia de opções do que nossos antepassados jamais poderiam ter sonhado, isto significa que estejamos saudáveis e felizes na mesma proporção?

As estatísticas dizem que não. Não morremos mais de infecções, como a maioria de nossos ancestrais, mas hoje, apesar de tantos recursos tecnológicos e conhecimento disponíveis, mesmo crianças tem cada vez mais distúrbios mentais e emocionais (déficit de atenção, ansiedade, autismo) ou doenças crônicas (alergias, síndrome metabólica), e muitos adultos jovens sofrem de males antes incomuns (infertilidade, esgotamento físico e mental, ansiedade e depressão) ou associados à terceira idade, como diabetes tipo 2, hipertensão, hipercolesterolemia, câncer. Diz o título de um artigo do Estado de São Paulo de 05/02/17: “Um em cada três casos de câncer atinge pessoas com menos de 40 anos.” E a maioria dos idosos tem mais quantidade de vida, porém raramente acompanhada de qualidade, já que as doenças crônicas fazem parte da terceira idade.

O que é um estilo de vida saudável?

É possível cultivar um estilo de vida saudável nesta nossa vida cheia de afazeres, obrigações, cobranças, estresse e expectativas? Sim, se seguirmos algumas das dicas a seguir – de preferência todas para uma maximização dos resultados. Não basta ter a alimentação mais saudável do mundo: se continuamos sedentários ou estamos presos a um trabalho que não nos dá prazer continuaremos não sendo saudáveis. Se quiser introduzir mudanças, faça-o devagar, pois o mais importante é começar: são o processo e a direção certos que valem. Adote pequenas alterações em diversas áreas ao mesmo tempo, ou modificações maiores em uma só área sucessivamente. Pequenos passos não nos sobrecarregam e os sucessos obtidos nos dão ânimo para continuar. Cuide bem de si mesmo/a – ninguém saberá fazê-lo melhor do que você!

Então, seguem os elementos que mais contribuem para um estilo de vida saudável:

Alimentação – tenha uma dieta baseada em vegetais, complementada por produtos de origem  animal e gorduras “boas”, em proporções que variam bastante conforme a individualidade genética e fisiológica de cada um, ou os objetivos a serem alcançados (aumento de massa muscular, perda de peso, destoxificação, etc.). Prefira sempre alimentos frescos, integrais, densos em nutrientes e orgânicos, evitando produtos industrializados, embalados em plásticos, caixas ou latas, que contenham montes de ingredientes artificiais (leia sempre a lista de ingredientes, ela é a informação mais importante sobre o produto). As gorduras “boas” são a manteiga ou ghee (manteiga clarificada), o óleo de coco, o azeite de oliva ou mesmo a gordura de animais criados no pasto, e a contida em abacates, azeitonas ou nozes e sementes. A sua dieta estará bem mais limpa, saudável e nutritiva se evitar ou diminuir a um mínimo o consumo dos seguintes grupos de alimentos: a) carboidratos refinados e pobres em fibras e nutrientes, especialmente alimentos que contém  açúcar e farinha de trigo brancos, pois estão em todos os lugares e impactam negativamente o peso corporal e os níveis de glicose no sangue.; b) óleos vegetais refinados de grãos – como milho, soja, algodão, girassol ou canola e c) milho ou soja transgênicos (que representam a maior parte das colheitas) e seus derivados encontrados em quase todos os produtos industrializados, incluindo medicamentos e suplementos. De preferência faça sua própria comida e não deixe de se hidratar apropriadamente. Veja mais detalhes no ebook gratuito ao acessar o site.

Exercícios – o sedentarismo é um veneno que nos mata devagarzinho; nos EUA diz-se que “sentar é o novo fumar”, visto que passamos grande parte do dia sentados. Movimentar-se ao executar atividades leves como lavar o carro, praticar jardinagem, fazer faxina ou andar a pé já nos tiram do sedentarismo, mas melhor ainda é praticar exercícios regularmente devido aos inúmeros benefícios que proporcionam. Procure algum exercício que lhe dê prazer, já que há modalidades para todos os gostos, e comece devagar para evitar lesões e dores musculares: caminhadas ou corridas, danças, jogos de equipe, esportes aquáticos ou náuticos, atividades na natureza, yoga, pilates, etc. Veja mais AQUI.

Sono – se não dormirmos o suficiente teremos dificuldades não só no dia seguinte, mas também em longo prazo, uma vez que é durante o sono que o cérebro faz sua faxina, livrando-se de sub-produtos metabólicos tóxicos (sim, o nosso metabolismo gera “lixo” o tempo todo e um organismo saudável tem os mecanismos necessários para eliminá-lo). Portanto, menos sono significa acúmulo de toxinas no cérebro, o que pode levar a disfunções neurológicas como doença de Parkinson ou o mal de Alzheimer’s. O organismo não pode ser treinado ou se acostumar a funcionar com menos sono, portanto não o economize – durma de 7 a 9 horas por noite. Caso sofra de insônia ao deitar-se ou no meio da noite, procure implementar algumas das dicas da higiene do sono.

Destoxificação do corpo – Embora os riscos de diversos produtos  para a saúde humana sejam amplamente conhecidos – como os agrotóxicos ou os metais pesados (chumbo, mercúrio, etc.) – nem por isto a sua utilização é proibida, desde que sejam respeitados os “limites seguros” estabelecidos por não se sabe bem quem. Então, não conseguimos nos proteger totalmente da exposição a diversas toxinas, especialmente as encontradas no ar que respiramos ou na água tratada, mas podemos, sim, minimizar esta exposição optando por alimentos orgânicos e artesanais (sem aditivos químicos), cosméticos, produtos de higiene pessoal e de limpeza orgânicos, utilizando potes de vidro ou cerâmica para guardar e aquecer alimentos, não utilizando panelas anti-aderentes ou de alumínio, cuidando para não ter pontos com mofo na casa, evitando produtos com cheiros/perfumes sintéticos fortes, entre outros. Veja mais dicas de como se proteger AQUI. Nosso organismo está se destoxificando o tempo todo através da pele, dos pulmões, dos vasos linfáticos, do fígado, dos rins e do intestino grosso. Podemos apoiá-lo nesta importante função através da transpiração (praticando exercícios ou frequentando uma sauna), da respiração profunda, de uma massagem ou drenagem linfática, bebendo água o suficiente e tendo uma dieta saudável, sem aditivos alimentares (como conservantes, colorantes, aromas sintéticos, etc.), e consumindo muitos vegetais amargos, coloridos e ricos em fibras.

Destoxificação mental e emocional – um trabalho que não satisfaça ou em que o ambiente é ruim é tóxico; muitas vezes não podemos dispensá-lo de imediato, mas sempre é possível procurar novas opções a médio e longo prazos. Também relacionamentos que só drenam nossa energia ou não fazem a mínima falta podem ser tóxicos; muitos de nós continuam cultivando amizades, familiares ou casamentos insatisfatórios por hábito, acomodação ou preguiça (de enfrentar discussões). Sair da zona de conforto não é fácil, mas é o único jeito de nos sentirmos realmente bem e desenvolvermos todo o nosso potencial. Embarque numa viagem de procura de novos relacionamentos, esqueça a perfeição e concentre-se no processo, nas suas emoções e no auto-conhecimento que eles proporcionam (só podemos nos conhecer através dos outros). Treine a não julgar, uma vez que tendemos a achar que sabemos o que move os outros, apesar de raramente acertarmos; existem sempre inúmeras perspectivas para interpretar um fato, e achamos que só a nossa é a certa.

Diminuir estresse e ansiedade – O estresse nasce da nossa frustração sobre o mundo e as pessoas não serem como gostaríamos que fossem, portanto tente aceitá-los como são (já que só podemos mudar nós mesmos, mas não os outros). Mude o que dá para mudar e aceite o que não dá. O estresse não tem vida própria, não é algo externo e concreto, mas sim algo que nós mesmos fabricamos, portanto temos controle sobre ele. Uma mesma situação pode ser uma montanha intransponível de estresse para um, mas uma pedrinha fácil de tirar do caminho para o outro. Outro modo de definir estresse é um conjunto de problemas que acabam virando um peso enorme que nos sobrecarrega. Tente discernir os diferentes problemas e vá resolvendo um a um, separadamente, na medida do possível, sem deixar que se acumulem ou se misturem. A ansiedade também não existe por si só; nasce de incertezas ou medos com relação ao futuro, sentimentos comuns que visam nos proteger, mas que facilmente passam do limite benéfico, afetando negativamente nossa saúde e bem-estar. Geralmente se baseia em premissas falsas e resultados esperados também falsos – as coisas raramente são o que parecem, de modo que terapias podem ajudar a lidar melhor com a questão, mas a causa podem ser também desequilíbrios hormonais, neurológicos ou nutricionais, trauma ou abuso de drogas, hereditariedade, entre outros. Emoções negativas são consequência de pensamentos negativos, então procure evitar noticiários (que falam mais de coisas ruins do que de boas) ou filmes, jogos ou livros violentos ou que reproduzam catástrofes ou sofrimento em geral. Bons pensamentos produzem bons frutos, os maus produzem frutos ruins.

Descanso e relaxamento – Em nossas vidas cheias de atividade e estresse é importante reservarmos alguns minutos no dia para atividades de descanso e relaxamento (além do sono), já que o preço a se pagar ao não fazer pausas é alto. Nenhum organismo do reino animal fica plugado a mil o tempo todo, pois pausas para descanso são feitas por todas as espécies (como também as crianças o fazem). Insira intervalos, por mais curtos que sejam, em seu dia: sente-se num canto tranquilo e concentre-se na respiração profunda (que é calmante pois aciona o sistema nervoso autônomo parassimpático, ou seja, o modo relaxa e digere) por 5-10 minutos, ou medite; faça uma caminhada de 10 minutos após o almoço; faça uma retrospectiva das coisas positivas do dia antes de adormecer e seja grato pela vida; dedique 5-10 minutos a pessoas de quem gosta e que não vê todos os dias, escreva-lhes ou ligue para elas; dê um cochilo de 15-20 minutos quando se sentir muito cansado/a. Imponha limites e diga não sempre que cabível, assim não estará compensando com seu precioso tempo os folgados ou desorganizados. Aprenda a não fazer nada de vez em quando, somente se concentre em seu corpo ou observe os pensamentos passarem, sem julgá-los ou se envolver com eles; nossa mente também precisa de descanso, afinal é através dela que vivenciamos cada momento da vida. Gastamos tempo para cuidar da aparência ou de objetos que nos são importantes, mas não para cuidar de nossa preciosa e insubstituível mente.

Integração na comunidade – somos seres sociais por definição, e a sociabilidade foi um grande diferencial para evoluirmos como espécie e darmos origem a diversas culturas, que são criações exclusivamente humanas. Sabe-se que a integração na comunidade é o fator, tomado isoladamente, mais importante para a longevidade. Pertencer a um grupo e sentir-se aceito/a é pré-requisito para a saúde afetiva e emocional, a ponto de bebês negligenciados (como os órfãos de guerra) falecerem por falta de afeto e atenção, ou jovens que sofrem bullying cometerem suicídio. Nossos ancestrais sobreviveram porque formavam tribos, clãs ou grandes famílias, mas hoje a maioria de nós vive na família nuclear ou mesmo sozinho/a, e a mobilidade cada vez maior nos afasta de nossas origens. O convívio com amigos e familiares fica cada vez mais raro, substituído pelos contatos através das redes sociais. Procure novos relacionamentos pessoais (não virtuais) fora da família, ache um grupo com o qual se identifique e com o qual tenha algo em comum, seja através dos esportes, da filantropia, das artes, da religião, etc.

Espiritualidade – é procurar viver de acordo com a sua missão na vida, com o propósito de sua existência, com os valores que lhe são importantes. Nem sempre é fácil obter respostas para a pergunta básica que todos já nos fizemos: por que e para que estou aqui? Todos temos talentos e sempre há atividades que fazem nosso coração bater mais forte, então é importante prestar atenção nelas. Pense no que gostava de fazer quando criança ou o que admira em outros. Ponha seus talentos e habilidades para trabalhar em prol da coletividade e certamente se sentirá muito bem e terá sucesso, inclusive financeiro. A coragem, desde que baseada na prudência e no planejamento, costuma ser recompensada. Imagine como seria o mundo ideal para você e viva de acordo com ele, e o mundo vai te tratar como o trata.

Prazer  e auto-cuidados – Procure passar mais tempo ao ar livre e ao sol: o contato com a natureza faz bem para o físico e a mente e a exposição ao sol é imprescindível para a boa saúde – o hábito de usar protetor solar sempre pode ser bom para prevenir o envelhecimento e o câncer de pele, mas fornece também compostos químicos indesejáveis/tóxicos e impede que o organismo se beneficie das muitas propriedades benéficas da luz solar. Ande descalço/a na areia, terra ou no gramado. Procure ter hobbies (artesanato, esportes, culinária, leitura, artes, etc.), visto que colaboram para nos manter ativos física e mentalmente e fazem o cérebro liberar neurotransmissores e hormônios do prazer, como serotonina, ocitocina, dopamina e endorfinas. Tenha um animal de estimação e dedique-lhe algum tempo todos os dias; eles nos amam incondicionalmente, nos fazem rir e nos mover, e estão sempre lá quando precisamos deles.  Ouça músicas de que gosta: as lentas sem letra costumam relaxar, as mais rápidas são ótimas para dançar ou se exercitar. Faça boas ações, por menores que sejam, todos os dias – elas não fazem só os depressivos se sentirem melhor, mas todos nós também. Seja grato/a, assim estará focando em coisas boas. Seja gentil, generoso/a e tolerante com os outros, mas acima de tudo com você mesmo/a – perfeccionismo e cobranças só causam sofrimento e são um desperdício de energia. Não leve a vida tão a sério, cultive o humor. Faça sexo, beije, abrace, dê carinho, ria ou sorria muito: tudo isto contrabalança o estresse. Melhor ainda, é de graça, relaxa e faz o corpo liberar hormônios do prazer!

Seja um pouco egoísta e faça algo por você mesmo/a todos os dias;
algo diferente uma vez por mês e algo espetacular uma vez ao ano.
(autoria desconhecida)

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